O que nos move? O que vamos deixar para as gerações futuras? – Alexandre Comel

O que nos move? O que vamos deixar para as gerações futuras? – Alexandre Comel

Pensando no que poderia escrever para esta coluna, me vieram à mente alguns questionamentos: O que nos move? O que vamos deixar para as gerações futuras?

Vários governantes passaram pelo nosso município que, de uma forma ou outra, deixaram a sua marca, sendo lembrados por isso durante anos, o que me faz respeitar e admirar essas pessoas.

Muito ouvi da época em que meu tio Darci Corbellini foi prefeito de Lajeado. Lembro-me pouco tempo atrás de depoimentos de pessoas, já de mais idade, recordando e agradecendo-lhe por ações e obras feitas na sua gestão que beneficiaram as comunidades locais à época. Eu mesmo acabei me emocionando. Dentre algumas realizações cito o apoio para a instalação do ensino superior no município; a 1° FENAL no Parque do Imigrante e o início da construção do atual prédio da prefeitura.

Meu avô Oreste Comel não foi agente público, foi empresário empreendedor. Instalou sua oficina mecânica lá pelos anos de 1940 em Lajeado, onde pouco ou nada havia, em frente ao Bradesco hoje. Teve posto de gasolina e revenda de caminhões e automóveis. Negócio continuado pelo meu pai e meu tio. Ou seja, contribuíram para o desenvolvimento do atual centro da cidade.

Chegando em mim, paro e penso: qual será a minha contribuição? O que me move? O que também posso fazer e deixar para o futuro?

Desde que tive os primeiros contatos com o cooperativismo através das Redes de Cooperação percebi que este era um diferencial, algo a ser explorado. Organizar o setor da confecção tendo um APL (Arranjo Produtivo Local) estruturado e devidamente reconhecido, tal como existe em diversas partes do país, foi e é minha grande motivação. A CONFEC+ é consequência disso.

Muito trabalho se fez até se chegar na possibilidade de poder oportunizar uma feira de negócios voltada exclusivamente para a cadeia produtiva do vestuário e afins. A Feira não é mais um projeto pessoal ou de uma comissão organizadora, mas sim, de toda uma região (empresários, poder público e sociedade em geral) que precisa abraçá-la para que de fato tenha êxito, se perpetuando por várias edições e que consequentemente possamos ter um setor mais organizado e ainda mais competitivo, gerando os tão necessários emprego e renda.

Essas são as minhas respostas. Quais são as suas?

 

Por Alexandre Comel